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Um Rav4 para os saudosos da Fielder

Um dos grandes problemas do Toyota RAV4 sempre foi o preço salgado. Importado do Japão desde o fim dos anos 90, ele até teve bons momentos no mercado brasileiro, mas naufragou em vendas após a chegada de concorrentes vindos do México (Chevrolet Captiva, Dodge Journey e Honda CR-V), isentos dos 35% de Imposto de Importação, ou de modelos coreanos, com seus preços agressivos (Hyundai Tucson e Kia Sportage).
Para tentar beliscar um pedaço desse generoso bolo de mercado, a Toyota acaba de lançar uma versão mais acessível do jipe, pela primeira vez (no país) com tração 4x2. De acordo com o vice-presidente da Toyota do Brasil, Luiz Carlos Andrade Junior, um dos objetivos é atender a uma demanda de antigos fãs da perua Fielder,derivada do Corolla, que deixou de ser produzida em Indaiatuba (SP) há mais de dois anos. O preço do RAV44x2 é R$ 92,5 mil, R$ 14 mil a menos que o 4x4 e apenas um pouco acima de um Corolla topo de linha, que custa cerca de R$ 90 mil.
Barato? Nem tanto. Pode até servir a quem tem uma Fielder 2008 e gostaria de trocar por outro Toyotaespaçoso, contanto que a rede seja generosa no valor do usado. Mas o preço ainda é elevado na comparação com alguns dos concorrentes supracitados, sobretudo o recém-nacionalizado Hyundai Tucson, na faixa de R$ 70 mil.
A Toyota tentou compensar com um pacote generoso de equipamentos, que inclui ar digital de duas zonas, direção elétrica, volante regulável em altura e profundidade (com comandos de som), controlador de velocidade, duplo airbag, freios ABS com EBD e BAS (frenagem de emergência), conexão no som para MP3 e iPod...
O que mais agrada, além do espaço generoso e da posição de dirigir, é a boa disposição do motor 2.4 16V VVTi de 170 cv, o mais potente da categoria, entre os de quatro cilindros. Apesar da antiquada caixa automática de quatro marchas, o Rav embala com tanta facilidade que o motorista tem de estar sempre alerta ao freio para não ser surpreendido por radares e não colar nos carros à frente.
A condução é confortável por conta da suspensão macia e pelo bom isolamento acústico. Sem os recursos da tração integral, o RAV4 não tem a mesma valentia da versão mais cara, mas é voltado exatamente para quem raramente tira o jipe do asfalto.
Pode-se discutir o quanto é interessante (ou não) o custo-benefício dessa nova opção, e isso depende muito do tipo de consumidor. Mas o que não se pode negar é que o visual dele é o mais acanhado da categoria, e o interior oferece pouca sedução.
Enquanto a maioria dos concorrentes está tinindo de nova (exceto oTucson, mas a Hyundai tem a opção do ix35), o RAV4 será reestilizado no fim de 2011. Até lá, a Toyota espera elevar a média mensal de vendas para quase 500 unidades – hoje não chega a 150.

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