Se esta fosse uma revista de moda, uma das descrições possíveis ao Land Rover Range Rover Vogue seria "luxo da cabeça aos pés". Como não é esse o nosso caso, cabe melhor um "luxo do teto aos pneus". Não é exagero, pois poucos carros contam com tanto requinte no... teto. Toda a parte superior, incluindo as colunas, é forrada de couro legítimo, mesmo material encontrado nos bancos, volante, painel e compartimentos de objetos. Até a trava do cinto central traseiro é encapada com couro. Quando há contato de outras peças com a forração, a união é feita com Alcantara. Plástico é raridade. O teto solar de vidro abre-se na parte frontal e conta com uma tela retrátil de tecido que veda totalmente a passagem de luz. Os pneus também são exclusivos. Na medida 275/45 R21, são vendidos sob encomenda e encontrá-los não é tarefa fácil. Cada um custa mais de 3 000 reais. Dito isso, resta detalhar o que há entre o teto e os pneus. Se fosse um trabalhador, o Vogue seria um mordomo imperial. Sua missão seria privar os patrões de qualquer esforço. Ele quase consegue fazer isso com o motorista, mas ainda é preciso acelerar e virar manualmente o volante. Com pouco trânsito e em estradas, o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro (ACC) praticamente dirige sozinho. Basta programar a velocidade e ajustar a distância do carro da frente. O resto ele faz sozinho. Acelera e freia, seguindo o tráfego, respeitando a ordem do dono. O Vogue também avisa quando algum passageiro solta o cinto ou se esquece de prendê-lo, por meio da tela digital no centro do painel. Aliás, é a primeira vez que a Land Rover utiliza uma tela de alta resolução que substitui todos os mostradores analógicos.Velocímetro, conta-giros, nível de gasolina, dados do computador de bordo, acionamento da tração, tudo exibido numa tela de TFT como se fosse um computador. No centro do painel, outra tela é ainda mais completa e exibe as imagens das câmeras espalhadas ao redor do carro, permitindo a visão de todos os ângulos críticos ao manobrar ou atravessar passagens estreitas. O mesmo visor é usado para exibir filmes em DVD, acessar o sistema de som, ajustar a iluminação interna e comandar as funções do assento elétrico. Por último, a tela serve como monitor do sistema de tração, que informa ao motorista quando uma roda perde contato com o solo e indica a altura da suspensão. Todos os assentos contam com ajuste elétrico e aquecedor. Os da frente recebem ainda ventilador interno e massageador com cinco programas para motorista e passageiro. Quando um dos ocupantes não fecha a porta corretamente, um motor elétrico se encarrega de travá-la por inteiro - sem riscos de andar com um dos trincos solto. À noite, o Range Rover de quarta geração dá um show de iluminação. Leds contornam os encaixes laterais da porta e do console, sinalizando as extremidades. Nenhum botão ou entrada eletrônica fica escondida. O descanso de braço central abriga uma pequena geladeira e as entradas auxiliares e USB do rádio. Ambas são iluminadas. É possível configurar a cor e a intensidade das luzes. A tampa do porta-malas se abre em duas partes e ambas contam com motores elétricos. É possível abrir ou fechar por meio de controle remoto ou por botões localizados na porta. Na área do porta-malas, próximo da lanterna direita, um botão controla o rebatimento dos assentos traseiros. Quando, por exemplo, uma carga não cabe no bagageiro, não é necessário entrar na cabine e baixar o encosto. Isso pode ser feito do lado de fora do carro. O Terrain Response é o nome do sistema pelo qual o usuário controla o gerenciamento eletrônico dos programas de tração. Até a geração anterior, era o motorista quem selecionava o terreno desejado e o carro fazia a adaptação do motor e da suspensão e o engate da tração necessária. O problema é que não necessariamente as pessoas sabem qual modo (urbano, lama, areia, pedras ou neve) é o mais adequado. Com isso, a geração atual do sistema analisa as condições de rodagem e automaticamente seleciona a melhor configuração. Sem intervenção do motorista, a eletrônica pode se encarregar de elevar a suspensão em até 75 mm, bloquear os eixos e até engatar a reduzida. Quem não tem familiaridade com sistemas 4x4 pode passar por trechos severos e nem tomar ciência de quais recursos foram utilizados pelo carro para enfrentar as dificuldades do terreno. Feito para ser silencioso, o motor V8 5.0 sobre-alimentado trabalha em harmonia com a caixa de oito marchas da ZF. Impecável, é a mesma transmissão que equipa a picape Amarok e o Chrysler 300C. A 120 km/h, o motor gira a cerca de 1 500 rpm e nem mesmo o som do vento atrapalha conversas. Um dos truques para o silêncio está nos vidros laminados com isolante duplo nas portas. A quarta geração do Vogue preserva o visual que o consagrou, mas, mesmo sem ousar na aparência, passou por uma reforma tecnológica sem precedentes. Além da eletrônica, a carroceria trocou o aço pelo alumínio para perder peso. De acordo com a Land Rover, a troca de materiais permitiu que a peça ficasse 180 kg mais leve que a anterior. No entanto, por causa do tamanho e equipamentos, não significa que o Vogue tem peso de miss. É um corpanzil de 2 360 kg, número ignorado pelos 510 cv do motor. Na pista, foi de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos. Em frenagens, mostrou competência digna de cumprimentos da rainha, com números equivalentes aos de um Onix 1.0. O novo Vogue é o primeiro projeto realizado sob tutela da indiana Tata, atual dona da marca. Ele representa o máximo em tecnologia e luxo disponíveis na casa, mas não em ousadia. Apesar de ter elementos de estilo emprestados do Evoque, encantar os olhares pelo visual arrebatador continua sendo tarefa do irmão menor.
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Land Rover Range Rover Sport
Minha filha de 9 anos fica entusiasmada com o show de talentos que a escola promove anualmente entre os alunos. Invariavelmente ela escolhe fazer um número musical. Se o novo Range Rover Sport fosse uma menininha, iria perder para ela, claro. Contra mim, se fôssemos colegas de classe, eu inventaria de tudo para não ir à escola. Não consigo pensar em algo que eu pudesse fazer melhor do que ele, pois esse britânico é um subversivo. Em primeiro lugar, enterra a crença de que não é possível ser bom em tudo. Num segundo momento, bagunça os sentidos: ao dirigir um SUV de 1,78 metro de altura e 2,3 toneladas, a mente antecipa um comportamento letárgico do veículo e prepara os reflexos para uma briga feia com o volante dentro das curvas, mas não é o que acontece. O Range Rover é discreto. A carroceria não faz contorcionismo, deixando à mostra as entranhas da suspensão. Quando se entra forte nas curvas, o sistema pneumático não deixa que a carroceria oscile, por mais que se provoque o acelerador. A direção é precisa como um bisturi e os pneus com rodas aro 22 garantem aderência digna de esportivo arrepiando o asfalto. No papel, os números provam o sucesso do show. Fomos de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos. Repito: ele tem 2,3 toneladas! A cada aceleração, o V8 5.0 de 510 cv ruge como um muscle car. Para ser mais preciso, soa como o Jaguar F-Type, com o qual compartilha o motor, embora o Jag desenvolva 495 cv - há ainda o V6 de 340 cv e o diesel de 292 cv. É um ronco grave, contagiante, que invade a cabine como se fosse o único som emitido no auditório. Não é exagero. Poucos carros contam com tanto forro acústico: os vidros das laterais são laminados e duplos, com uma película antirruído que isola os ocupantes do exterior. Quando o áudio Meridian, um equipamento de 23 alto-falantes e 1 700 W, está a pleno vapor, até o trânsito pesado passa a incomodar menos. Os designers da Land Rover merecem a primeira salva de palmas por uma proeza. Levaram traços futuristas ao SUV sem modificar o formato quadradão (e clássico) consagrado há 43 anos. Não é difícil encontrar as linhas que fazem menção ao Evoque - modelo que é um divisor de águas na história da marca. Mas as formas do Range Rover original, dos anos 1970, continuam presentes. Pela primeira vez o RR Sport ganhou algumas curvas na lataria. A dianteira, por exemplo, não tem mais ângulos retos. Visto de lado, tem um perfil diagonal que rejuvenesce a aparência e ajuda a melhorar a aerodinâmica. Assim como aconteceu com o Range Rover Vogue em março, seu irmão Sport cresceu para os lados: são 4,85 metros, 6,7 cm mais longo que o anterior, e teve o entre-eixos aumentado em 18 cm. Para cima, é o contrário, a altura ficou 5,5 cm menor - ele tem a carroceria mais esportiva que o Vogue, por isso é mais baixo, apesar de mecânica e interior serem iguais. As novas proporções ajudaram a compor uma silhueta mais agressiva, mas os benefícios vão além do visual. Com a redução de altura e balanços, a porção da carroceria à frente e atrás dos eixos, mais o aumento do entre-eixos, o ganho em estabilidade foi a grande vantagem. Apesar de maior, o peso foi reduzido em até 420 kg, dependendo da configuração, por meio da adoção de uma carroceria de alumínio, mesmo material da suspensão. Durante o teste, submetemos o novo Range Rover a situações de alta velocidade, em pista fechada, e ao off-road, incluindo um tanque de água para testar a capacidade de submersão, ampliada para 85 cm, ante os 70 cm do anterior. No fora de estrada, a própria Land Rover se orgulha em afirmar que ele supera o espartano Defender. Com uma vantagem: não é preciso ter conhecimentos de trilheiro. O Terrain Response 2 automatiza a funcionamento dos programas eletrônicos que adequam o funcionamento do carro de acordo com o terreno. A força entre os eixos é distribuída sem ação do condutor. O mesmo vale para a variação da altura da suspensão pneumática. Não é necessário nenhum procedimento especial nem para engatar a tração reduzida, o que pode ser feito com o carro em movimento a até 60 km/h. Forte nas acelerações como um muscle car, bom de curva como um esportivo, seguro como um Volvo e valente no off-road como um Land Rover, só falta falar sobre conforto e espaço interno, dois quesitos dignos de realeza. Não há detalhe no acabamento que mereça crítica. Até a ergonomia melhorou na nova geração. Antes o motorista se encaixava atrás do volante. Agora é como vestir o carro. Em sua quarta geração, o RR Sport se alinha ao restante da família, recebendo tecnologias indisponíveis em 2005, como o controle de cruzeiro adaptativo, tela dual view (exibem imagens diferentes para motorista e passageiro) e sensor de ponto cego. Cheio de qualidades, não faz feio no estacionamento do escritório nem na colônia de férias. Mesmo se começar a chover, o show vai seguir.
Land Rover Range Rover Evoque 9 marchas
Lançado há três anos, o Land Rover Evoque chegou àquela fase em que as fábricas promovem mudanças para manter elevado o apelo dos modelos diante do mercado. O expediente mais usado nessas ocasiões é a reestilização. Mas interferências visuais são o que o Evoque menos precisa, neste momento. A solução foi adicionar equipamentos, entre eles a transmissão de nove marchas, que a marca inglesa apresenta como principal novidade. Segundo a fábrica, esse câmbio foi desenvolvido para melhorar o rendimento do motor. O maior número de relações permitiria explorar a força do 2.0 turbo de 240 cv com ganhos de desempenho e consumo. Na prática, porém, não foi isso o que verificamos. Na pista, o Evoque 2014 apresentou o mesmo rendimento de seu antecessor de seis marchas, testado em duas oportunidades, em 2011 e 2012. Nas provas de aceleração, o Evoque fez 8,5 segundos (antes, 8,2 e 8,1) e, no consumo, houve empate técnico na cidade, com 8,2 km/l (8 e 8,4), e leve melhoria na estrada, com 12,3 km/l (10,9 e 11,8). Assim como a antiga caixa de seis velocidades, a de nove permite as trocas no volante. Porém, com tantas marchas, o mais cômodo é deixar o câmbio no modo automático. Dessa forma, os outros equipamentos introduzidos na linha 2014 passam a chamar mais atenção que o câmbio. O Evoque ganhou um sistema que estaciona o carro sozinho, tanto em manobras paralelas como em perpendiculares ao meio-fio. Outro item interessante é o piloto automático adaptativo, que, além de controlar a velocidade do carro, monitora a distância de segurança em relação aos veículos à frente, freando o Evoque em caso de necessidade. Visualmente, os retrovisores externos foram redesenhados e há novas opções de cores e de rodas. O câmbio de nove marchas e o piloto automático adaptativo equipam todas as versões, enquanto o novo Park Assist vem apenas nas mais caras. Os preços ficaram 7% maiores. A versão mais barata, a Pure Tech Pack, subiu de R$ 179 500 para R$ 192 000 e a Dynamic Tech Pack (mostrada aqui) passou de R$ 259 900 para R$ 277 900.
Land Rover Range Rover Sport
O Range Rover Sport é o modelo da Land Rover baseado no Discovery e portanto apresenta boa versatilidade em diferentes tipos de terreno. São 3 tipos de motorização:
Motor 5.0 V8 Supercharged: O máximo da potência e desempenho você encontra neste modelo de 510 cv.
Motor Bi-Turbo Diesel V8: Um motor exclusivo que apresenta a perfeita combinação entre performance e autonomia. São 640 N/m de torque a apenas 2.000 rpm, ou seja, força e potência a qualquer momento.
Motor 3.0 Turbo Diesel V6: Toda a força e autonomia de um motor a Diesel com o silêncio e a performance dos motores a Gasolina.
Land Rover Discovery
O Discovery, (sendo o ultimo modelo também conhecido como LR3), é o modelo intermediário da Land Rover. Não é tão luxuoso quanto o Range Rover nem tão despojado quanto o Defender, mantendo entretanto a versatilidade em diferentes tipos de terreno que é característica da marca.
Land Rover Range Rover
O Range Rover é um utilitário esportivo de alto-luxo, fabricado na Inglaterra pela tradicional Land Rover, que recentemente foi adquirida pela Tata Motors. Este requintadíssimo utilitário esportivo impressiona pelas suas dimensões externas e pelas generosas doses de conforto interno, que chegam ao nível de oferecer ao seu condutor, a opção de escolher uma suspensão com regulagem mais macia ou mais firme, mais baixa para viajar por rodovias pavimentadas bem conservadas ou mais alta para dirigir cuidadosamente em estradas rurais. O Range Rover é oferecido em duas versões de carroceria, que foram nomeadas como Range Rover Sport, uma versão mais esportiva como o próprio nome nos diz e o tradicional e luxuoso Range Rover Vogue. Há mais de 60 anos o fabricante inglês Land Rover produz os mais respeitáveis e robustos utilitários esportivos de tração 4X4 integral do mundo. Esta tecnologia 4X4 foi mantida e aprimorada no Range Rover, mas desta vez com a introdução do moderno conceito monobloco na carroceria, que absorve melhor impactos em acidentes graves. Um moderno sistema de suspensão a ar combinado com sistemas de controle de carroceria e o exclusivo sistema Terrain Response. Por se tratar de um automóvel pesado, a Land Rover disponibilizou três opções de motorização aos seus clientes, a primeira, um turbo-diesel V6 com 3.000 cilindradas, a segunda, um bi-turbo diesel V8 com 3.600 cilindradas, e recentemente recebeu um potente motor a gasolina, trata-se de um supercharged V8, 5.000 cilindradas com 510cv, disponivel na versão 2010 do utilitário. E para completar este sofisticado conjunto, o fabricante tomou o cuidado de introduzir outros itens complementares de segurança e conforto: Ar-condicionado (quente/frio), aquecimento e resfriamento dos bancos, mini-geladeira, central multimídia, vários Air-bags, freios ABS (anti-travamento) e Controle de tracção, bancos de couro elétricos com memoria, decoração do painel em madeiras nobres, etc.
Land Rover Defender
O Defender é um 4x4 bastante rústico produzido pela Land Rover há várias décadas tendo sido realizadas pouquíssimas mudanças desde a sua chegada ao mercado.
Land Rover Freelander
O Freelander, também conhecido como LR2 a partir da sua segunda geração lançada em 2006, é um utilitário esportivo compacto produzido pela Land Roverdesde 1996, quando a marca ainda pertencia ao Grupo BMW.
O novo Freelander 2 estabelece novos padrões no segmento dos 4x4 compactos de luxo e com abrangência de capacidades líder no segmento: ágil, dinâmico e confortável em estrada e excepcional fora de estrada. Disponível com dois novos motores, 3,2 litros i6 a gasolina e 2,2 litros TD4 diesel, que proporcionam uma conjugação sem igual de prestações desportivas, requinte e consumos de combustível reduzidos. O sistema Terrain Response™ – exclusivo da Land Rover – proporciona uma condução mais fácil fora de estrada e é o primeiro de uma longa lista de tecnologias avançadas, muitas delas estreias absolutas neste segmento.
O novo Freelander 2 redefine o segmento dos 4x4 compactos de luxo. A zona dianteira do veículo exprime uma afirmação de design vigorosa e confiante. Com um desempenho excepcional em estrada e fora de estrada, o novo Freelander 2 proporciona uma experiência de condução verdadeiramente única. Disponibilizado com o sistema exclusivo Terrain ResponseTM da Land Rover e a mais recente geração da tecnologia de Controlo de Descida de Declives (HDC), que é activado com elevada suavidade quando o condutor retira o pé do travão, melhorando o controlo do condutor durante a descida de declives inclinados com piso de aderência reduzida. Também ligado ao Controlo de Descida de Declives (HDC), o sistema Gradient Release Control da Land Rover assegura um arranque suave em declives inclinados, em subida ou descida. Estes, e todos os outros sistemas de controlo de estabilidade do novo Freelander 2, proporcionam uma excepcional abrangência de capacidades em estrada e fora de estrada.
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