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Bugatti Veyron

Eis um fortíssimo candidato ao título de automóvel do Salão. O Veyron tem grandes chances de ser o responsável pela maior quantidade de visitantes por metro quadrado, que devem brigar por um espaço no acanhado estande da Bugatti.
O Veyron é um exagero sobre rodas, a começar pelo motor. São 16 cilindros (não, você não leu errado) dispostos em forma de “W”, que geram espantosos 1.001 cv. A força é tamanha que o Grupo Volkswagen – empresa que controla a Bugatti e foi responsável pelo desenvolvimento final do carro – decidiu equipá-lo com quatro radiadores.
Os números de desempenho são impressionantes. O Veyron acelera de 0 a 100 km/h em míseros 2,8 segundos. A barreira dos 200 km/h é superada em 7,8 segundos e, se o juízo deixar, são necessários apenas 55 segundos para o Veyron derrubar a marca dos 300 km/h. A aceleração é assustadora. Um dos mostradores redondos do painel não mostra a velocidade em quilômetros por hora. O ponteiro varre a escala de zero a 1.001 cavalos, reiterando a força do propulsor de 7993 cm3 e quatro turbos. Quando o carro atinge os 250 km/h, marca que não é superada pela maioria dos esportivos, o motor exige apenas 270 cv. E quanto aos outros 731 cv? Bom, essa resposta você só vai conseguir se tiver coragem de pisar mais fundo.
O Veyron só sossega quando chega aos 406 km/h. Para garantir a segurança dos ocupantes em uma velocidade tão elevada, o bólido conta com um sistema de freio aerodinâmico, que nada mais é do que uma asa que se ergue acima dos 192 km/h. O resultado é uma desaceleração de 0,6 g. Várias partes do veículo mereceram cuidado especial: os cubos das rodas têm dutos integrados que resfriam os discos de freio e os pneus foram desenvolvidos exclusivamente pela Michelin.
Ah, e se você não ficar satisfeito com a performance do Veyron, basta optar pela versão Super Sport. Trata-se de uma configuração preparada para render 1.200 cv e chegar aos 431 km/h, o que faz dele o carro mais rápido do mundo (pelo menos por enquanto). No entanto, por razões de segurança, o Veyron Super Sport tem a velocidade máxima limitada em "apenas" 415 km/h.
Como se vê, tudo no Veyron é superlativo. Inclusive o preço. Na Europa, o Veyron era vendido pela bagatela de 1 milhão de euros. Já no Brasil, quem apostar em um valor três vezes maior pode acertar.


Ficha Técnica

Motor: 16 cilindros em W, 7993 cm3
Potência: 1001 cv a 6000 rpm
Torque: 127,1 mkgf a 2000 rpm
Câmbio: automático sequencial de 7 marchas, tração integral
Aceleração de 0 a 100 km/h: 2,5 segundos
Velocidade máxima: 407 km/h
Dimensões: comprimento 438 cm, largura 199 cm, altura 121 cm, entreeixos 265 cmPeso: 1950 kg

Bugatti EB 18/3 Chiron

O Bugatti 18 / 3 Chiron é um carro esportivo conceito concebido por Giorgetto Giugiaro. Possui o motor localizado ao centro, utilizando o mesmo W18 encontrado nos carros conceito EB 118 e EB 218. O nome Chiron vem do famoso piloto de corrida da Bugatti chamado Louis Chiron.

Bugatti EB 110

Bugatti EB 110 é um carro esportivo com motor central-traseiro produzido pela Bugatti na década de 1990, sucedendo uma das mais célebras marcas de automóvel da história. Foi apresentado em 15 de setembro de 1991 simultaneamente em Versailles e em frente ao Grande Arche de La Défense, em Paris, França, exatamente 110 anos após o nascimento de Ettore Bugatti, criador da marca. Muitas características e tecnologias suas foram utilizadas no Bugatti Veyron, lançado em 2005, como o motor quad-turbo, os dois intercooler e a tração integral permanente. O carro utiliza um motor 4 tempos, quad-turboV12 de 60 válvulas, que transmite a potência às 4 rodas por meio de uma caixa de mudanças manual de 6 marchas. A cilindrada de 3.5L (3499cc3) é obtida por cilindros com diâmetro de 81mm e 56,6mm de curso e proporciona potência de 561 cv (404 kW; 553 hp) à 8000 rpm. Acelera de 0 à 100 km/h em 3,4 segundos e a versão GT alcança a velocidade máxima de 343 km/h (213 m/h).
O Bugatti EB 110 utiliza uma suspenção do tipo double wishbone, e o chassis foi desenvolvido pela Aérospatiale, uma empresa de aviação, e montado em fibra de carbono e Nomex, sobre o qual foi montada a mecânica completa e a carroceria do veículo, fabricada a partir de chapas de alumínio finíssimas. O carro foi equipado com as famosas portas Gandini do tipo tesoura e possui ainda um vidro que proporciona uma visão do motor V12 aos ocupantes, e pode ser levantado ou abaixado por meio de um interruptor. A alavanca de câmbio foi localizada próxima ao motorista, visando agilidade as trocas de marcha. O acabamento interno era luxuoso e exclusivo, mas praticamente não havia lugar para a bagagem. A Michelin usou então o carro para desenvolver seus pneus MMX3 de altíssimo desempenho (seguros acima de 300 km/h) e que poderiam rodar vazios, eliminando a necessidade de estepe.
Como era de se esperar devido à baixa cilindrada e à opção pela superalimentação, a imprensa da época reporta que não acontecia nada antes de 4.000 rpm, mas daí em diante toda a potência era despejada de uma só vez, até o limite de giros de 8.000 rpm. Uma revista alemã, uma das poucas publicações que mediram seu desempenho, conseguiu fazer de 0 à 100 km/h em apenas 3,6 segundos e de 0 à 200 km/h em 14 segundos. Sua velocidade máxima era de 334 km/h.Mesmo assim seu comportamente dinâmico era tranquilo, sem surpresas, graças em grande parte à tração integral (com repartição de potência de 73% à traseira e 27% à frente), e a suspenção extremamente equilibrada absorvia muito bem os impactos, o que impressionava para um carro deste tipo. A qualidade do acabamento era boa e o carro dava a sensação de um produto sólido e bem feito.
O peso inicial do carro foi previsto para 1.300 kg, mas ficou em 1.618 kg, fruto de sua complexidade excessiva. Cinco protótipos foram construídos com chassis dealumínio, seguido por oito protótipos construídos com chassis composto. Após estes, acredita-se que apenas 95 unidades do GT SS foram construídos.
Em 1992, um modelo mais leve e potente com 611 cv (450 kW, 603 hp) a 8000 rpm, o Bugatti EB110 SS (SuperSport) foi introduzido. Este carro foi capaz de atingir 348 km/h (216 mp/h) e acelerar de 0 a 100 km/h em 3.2 segundos.
Seu valor era superior à 350.000 dólares para o modelo SS, tornando-o muito exclusivo. No início de 1994 o piloto de Fórmula 1Michael Schumacher adquiriu um Bugatti EB 110 SuperSport amarelo, dando a companhia uma grande publicidade. Derek Hill, filho do ex-piloto e campeão de Fórmula 1 Phill Hill, foi um dos três pilotos de uma equipe que competiu com um EB 110 nos Estados Unidos em 1996 nas 24 Horas de Daytona.
Apesar de correr pela Ferrari a partir de 1996, e de uma colisão com um caminhão no ano anterior (a qual ele culpou o sistema de travamento), Schumacher manteve seu EB 110SS até 2003. Vendeu o carro a Modena MotorSport, uma oficina especializada em Ferrari, preparação para corridas e venda de Ferraris clássicas na Alemanha. Em 1951 a Bugatti fechou as portas, mas durante sua existência deixou modelos que se tornaram históricos. Em 1987 a marca que pertencia à empresa francesa Messier-Bugatti produtora de sofisticados trens de pouso para aeronaves, foi comprada por Romano Artioli, que anunciou que a Bugatti voltaria a produzir automóveis, causando alvoroço entre os fãs da marca. Artiolli captou recursos do governo francês, da Aerospatiale (que produziria o chassis do carro), da fábrica de pneus Michelin, da petrolífera Elf e até da própria Mrssier-Bugatti. Foi montada uma fábrica com arquitetura arrojada e belíssima, obra do arquiteto Gianpaolo Benedini (que, acabou influindo no estilo do futuro carro). Em 1992, Simon Wood, engenheiro proveniente da Lotus e aquela época vice-diretor técnico da Bugatti, confidenciou a uma revista inglesa que a Bugatti parecia não ter restrições no orçamento.
Para o projeto do primeiro carro, que se chamaria EB 110 (em homanagem aos 110 anos de idade de Ettore Bugatti completaria se vivo, no ano do lançamento do carro), Artioli contratou duas pessoas que fizeram sua fama no início da Lamborghini: o engenheiro Paolo Stanzani e o desenhistaMarcello Gandini. Em 1990, Stanzani foi demitido por Artioli, que o acusada de tentar "tomar a empresa", mas já havia deixado o projeto do EB 110 pronto. Foi sucedido por Nicola Materazzi, em cujo currículo constava ter sido engenheiro-chefe do projeto Ferrari F40.
Em meados de 1993 Artioli fêz algo inesperado: comprou a Lotus. Os investidores se cansaram de financiar uma fábrica que não vendia quase nada. A General Motors, então dona da Lotus, queria 26 milhões de libras esterlinas pela empresa. Artioli pagou o preço de uma forma inusitada: cinco milhões foram emprestados pela GM e 10 milhões pela própria Lotus. Com a credibilidade desses empréstimos, Artioli pôde levantar o resto nos bancos. E, é claro, quando virou dono da Lotus, não precisou pagar o empréstimo de 10 milhões. Já em 1994 o empresário começou a procurar compradores para suas empresas - mas não o conseguiu a tempo. A empresa passou tempos difíceis em 1995 como resultado da grande ambição do presidente Artioli que comprara a Lotus além da idéia de desenvolver o Bugatti EB 112 quatro portas. Em 22 de setembro de 1995 a justiça italiana tomou a fábrica da Bugatti.
A empresa Dauer Racing GmbH de NurembergAlemanha comprou os semi-acabados EB 110 na montagem de plantas, mais as peças através do administrador do inventário da flência. Os chassis restantes e uma versão do motor foram posteriormente desenvolvidos pela B Engenharia no seu próprio carro esporto, Edonis.
Durante os processos de liquidação da Bugatti, Artioli permaneceu na Lotus até que vendeu 80% das ações para a Proton, da Malásia, em 1996. Artioli continuou com 20% da empresa (até hoje) e um cargo de diretor, mas foi gradualmente posto de lado, a ponto de retornar à Itália anos depois. Em 1998, finalmente a justiça italiana permitiu que Artioli vendesse o nome Bugatti. A Volkswagen comprou-o por uma quantia que se estima na casa dos 30 milhões de dólares. Some-se a isso os 57 milhões de libras esterlinas que recebeu pela venda da Lotus

Bugatti Galibier 16C


Bugatti Galibier 16C é um protótipo de sedan superesportivo apresentado pela Bugatti na edição de 2009 do Salão de Frankfurt. O modelo é equipado com o mesmo motor do Bugatti Veyron.

Bugatti Veyron

Bugatti Veyron é um super desportivo da Bugatti conhecido por alcançar 434.16 km/h (na versão SS) e ser o carro de rua mais rápido do mundo. As origens deste carro remetem a 2000, quando foram apresentados os Bugattis EB 118EB 218EB 18/3 Chiron e o primeiro Bugatti Veyron, com o nome de EB 18/4, que significam Ettore Bugatti e o número oficial de cilindros, que eram 18. Em 2001 foi apresentado com 16 cilindros, isso porque os 18 eram muito complexos para o desenho de seu motorApós terem sido definidos os cilindros que o motor do carro teria, houve uma grande preocupação em como alcançar 1.001cv de potência. Na realidade, todo motor tem 1.000cv na combustão, só que muito é perdido durante as fases do motor até chegar as rodas. Para isso, foram utilizados quatro turbocompressores e 10 radiadores (que no total levam 40 litros de água, enquanto um carro normal apenas tem um radiador com 2 litros), dois refrigeradores de ar-líquido, além de a injeção de combustível ser directa. O resultado é: 1001 cv aos 6000 rpmtorque de 127,4 m.kgf aos 2200 até os 5500 rpm.
O Bugatti Veyron conta com um motor de 16 cilindros, cuja origem remonta a Ettore Bugatti que combinou 2 motores de 8 cilindros em apenas um (motor em W), gerando uma grande potência. Essa potência é capaz de acelerar o carro de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e de 0 a 288 km/h em 14 segundos. O motor conta com quatro comandos de válvulas variáveis. Ao todo são 64 válvulas. Com bastante tecnologia, ele também tem uma boa aerodinâmica, o que não o deixa sair decolando. Para manter uma boa sustentação sem perder coeficiente aerodinâmico, o Bugatti Veyron contém três tipos de rodagem. Neles o vão livre de rodagem e seu aerofólio são modificados.
  • No primeiro modo, seu aerofólio está retraído e o carro está a 124 mm da pista.
  • No segundo modo, aos 220 km/h, o carro baixa para 78 mm na frente e 94 mm na traseira. Pequenos defletores na frente se abre e seu espoiler sobe 30 cm, num ângulo de seis graus. Este modo permite chegar aos 370 km/h.
  • O terceiro modo é ativado quando é colocada uma chave em uma fenda no assoalho entre a porta e o banco do condutor. Nele o carro baixa para 66 mm na frente e 71 atrás, e seuaerofólio e defletores se retraem. Porém, se no percurso o condutor virar o volante em mais de noventa graus, o Bugatti Veyron volta ao segundo modo. Versão targa do Bugatti Veyron. Com sua capota de policarbonato fechada ele chega a 408 km/h. Se ela estiver aberta vai "somente" aos 330 km/h. Tem o mesmo motor, só que devido aos reforços estruturais, ele ganhou 80 quilos a mais.

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