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DKW

A DKW é uma marca histórica de automóveis e de motocicletas, associada em todo o mundo a motores com ciclo de dois tempos, que teve seus automóveisfabricados sob licença no Brasil pela Vemag entre 1958 e 1967. A DKW foi uma fábrica alemã fundada em 1916 pelo engenheiro dinamarquês Jørgen Skafte Rasmussen que, em 1932, com a Grande Depressão, se uniu por sugestão do Saxon National Bank a outras três fábricas, a Audi, a Horch e a Wanderer, para formar a Auto Union. Em 1938, o grupo ganhou a participação da NSU. Em 1957, a Auto Union foi adquirida pela Daimler-Benz e, em 1964, pela Volkswagen, passando então a ser denominada AudiA sigla DKW significava inicialmente "Dampf-Kraft-Wagen", carro de força a vapor, já que os primeiros produtos oferecidos pela empresa foram pequenos motores a vapor. Com o tempo, a empresa passou a oferecer motores a gasolina com ciclo de dois tempos, mas a denominação DKW foi mantida. Esses primeiros modelos de motor de dois tempos foram adaptados para brinquedos e foram denominados "Des Knaben Wunsch", o desejo dos meninos. Uma outra versão foi adaptada para motocicletas e denominada "Das Kleine Wunder", a pequena maravilha. Esta última denominação permaneceu ao longo do tempo e apareceu em vários textos promocionais da marca em todo o mundo.

DKW utilizava como símbolo o brasão mostrado na figura à esquerda, com um tom vibrante de verde como cor associada à marca. A Auto Union adotou como símbolo quatro argolas entrelaçadas, representando as quatro empresas que se uniram no início dos anos 30. A argola mais à esquerda representa a Audi, a segunda representa a DKW, a terceira a Horch e a última, mais a direita, representa a Wanderer. Quando a DKW passou a fazer parte da Auto Union, seus símbolos sempre apareceram juntos.
Atualmente, milhares de saudosistas por todo o mundo colecionam motocicletas e automóveis fabricados pela DKW, que foi um marco na história automobilística. Em 1916, o engenheiro dinamarquês Jørgen Skafte Rasmussen funda a "Dampf Kraft Wagen" (ou carro de força a vapor), DKW, na Saxônia, na Alemanha.

Em 1928 a DKW já era a maior fabricante de motocicletas do mundo.
Em 1932, o Saxon National Bank sugere que a Audi, a DKW, a Horch e a Wanderer se unam para formar a Auto Union.
Em 1938, a Auto Union ganha a participação da NSU.
Em 1939 é testado um prototipo do F9, com motor de dois tempos com três cilindros, que seria produzido apenas após a Segunda Grande Guerra e equiparia grande parte dos automóveis da DKW até o final de suas atividades.
A partir de 1939 e até o final da Segunda Grande Guerra, a Auto Union se torna o maior fornecedor de autopeças e de automóveis para as forças armadas da Alemanha.
Em 1949, é retomada a produção na Alemanha Ocidental com o lançamento da van F800 Schnellaster e do sedã F89. Este sedã tinha a carroceria do F9 e o motor de dois tempos com dois cilindros do F8, ambos anteriores à Segunda Grande Guerra.
Em 1953, é lançado o F91, com motor de três cilindros.
Em 1956, são lançados o F93 e o Munga. Nesse ano, a Vemag começa a montar no Brasil uma camioneta derivada da família F91.
Em 1957, é lançado o cupê esportivo 2+2 1000Sp, produzido até 1964 e que teve uma versão conversível a partir de 1962. Nesse ano, a Auto Union é adquirida pela Daimler-Benz.
Em 1958, a Vemag começa a fabricar no Brasil sedãs e camionetas derivadas da família F94 e um jipe baseado no Munga, com crescente índice de nacionalização.
Em 1964, no Brasil, é lançado o Fissore, um sedã duas portas com carroceria projetada pela Carrocerias Fissore, da Itália, sobre mecânica e chassis DKW.
Em 1964 é lançado o último DKW, o F102. Nesse mesmo ano, a Auto Union é adquirida pela Volkswagen, passando então a ser denominada Audi. A Volkswagen pretende encerrar a produção de motores de dois tempos, comercialmente antiquados, e incentivar a produção de motores de quatro tempos.
Em 1965, a Auto Union passa a ser definitivamente denominada como Audi e o F102, o último modelo em produção da DKW, passa a ser comercializado com o símbolo da Audi, enquanto não estiver disponível o novo carro da marca, agora com motor de quatro tempos.
Em 1966, é encerrada a produção do F102 e a fabricação de automóveis com motores de dois tempos. A Audi passa a comercializar automóveis derivados do F102 com motores de quatro tempos, dando início a uma bem sucedida linha de automóveis de alto desempenho.
Em 1967, no Brasil, é produzido o Puma DKW, com carroceria em fiberglass e mecânica e chassis DKW-Vemag. O Puma DKW foi o primeiro dos Pumas e é uma versão esteticamente melhorada do Malzoni GT. Nesse mesmo ano, no Brasil, a Volkswagen adquire a Vemag e no final do ano encerra a fabricação de automóveis com motores de dois tempos. Antes da Segunda Grande Guerra, a DKW foi a maior fabricante de motocicletas e de bicicletas motorizadas, durante os anos 20 e 30. Também encontrou algum sucesso em corridas utilizando motores com aspiração forçada. Após a guerra, produziu os modelos RT125, RT175, RT250 e RT350.

A DKW deve uma boa parte de sua imagem à sua produção de motocicletas e aos seus modelos da RT125 anterior e posterior à guerra. Como reparação aos danos provocados pela participação dos alemães na guerra, os desenhos da RT125 foram passados à Harley-Davidson, nos Estados Unidos, e à BSA, na Inglaterra. A primeira produziu a Hummer, enquanto os ingleses lançaram a Bantam. Os modelos produzidos pela IFA e pela MZ permaneceram em produção até os anos 90, quando finalmente foram encerradas as linhas de produção dos motores de dois tempos. Outros fabricantes também copiaram a concepção da DKW, que aparece em vários outros modelos de motocicletas com motores de dois tempos dos anos 50, como produtos da japonesa Yamaha, da russa Voskhod e da polonesa WSK. Os modelos mais conhecidos produzidos antes da Segunda Grande Guerra foram os modelos F1 a F8. Esses modelos tinham motores frontais, daí o F da denominação, com tração frontal e dois cilindros, com colocação dos cilindros transversalmente ao eixo das rodas. Os motores tinham 600cc ou 700cc e potências entre 18 hp e 20 hp. Esses modelos também apresentavam como inovação o sistema Dynastar, no qual o gerador, que também atuava como motor de partida, era colocado solidário ao eixo de manivelas do motor.

DKW também produziu modelos menos conhecidos, conhecidos como Schwebeklasse e Sonderklasse, com motor de dois tempos com tração traseira e quatro cilindros com disposição em V. Inicialmente esses motores tinham 1.000cc, passando depois para 1.100cc, e contavam com dois cilindros extras para injeção forçada de ar no cilindros.
Quanto às denominações em alemão, Schwebeklasse significa "categoria lenta" e Sonderklasse significa "categoria especial". Havia também os Meisterklasse, cujo nome significa algo como "categoria de mestre". Em 1939 foi testado o primeiro prototipo do motor de dois tempos da DKW com três cilindros. Esse motor seria produzido apenas após a Segunda Grande Guerra, tanto na Alemanha Oriental quanto na Alemanha Ocidental pela própria DKW. Esse motor também foi utilizado pela Saab como ponto de partida para o desenvolvimento do motor de dois tempos utilizado em seus automóveis. Antes das atividades civis serem encerradas e a Auto Union dedicar-se exclusivamente ao fornecimento de automóveis e de autopeças para as forças armadas da Alemanha na Segunda Grande Guerra, chegou a ser testado um protótipo do que seria o F9. Esse prototipo era diferente de seus antecessores e era equipado com o novo motor de três cilindros, que tinha 900cc e 30 hp e impulsionava o prototipo a cerca de 115 km/h. Depois da guerra, houve produção na Alemanha Oriental, onde estavam originalmente instaladas as fábricas, e naAlemanha Ocidental. onde ocorreu uma reestruturação da empresa. As instalações físicas da DKW e da Auto Union estavam localizados no território que coube ao controle soviético após a Segunda Grande Guerra e que passou a ser denominado como Alemanha Oriental. O acervo tecnológico da DKW foi utilizado para a formação da Industrieverband Fahrzeugbau, ou Associação Industrial para Construção de Veículos. A IFA produziu ao longo de sua existência bicicletas, motocicletas, veículos comerciais leves, automóveis, vans e caminhões pesados e iniciou suas atividades produzindo o F8 e o F9.

A foto à direita mostra um F9 produzido pela IFA e fica evidente a sua semelhança com o F89, produzido com a carroceria do prototipo do F9 anterior à guerra, e com seus descendentes, o F91, o F93, o F94 e o AU1000 e o AU1000S. A Auto Union estava originalmente sediada na Saxônia, que após o final da guerra passou a fazer parte da Alemanha Oriental. Desse modo, foi necessário algum tempo para que a empresa se reestruturasse. A empresa então foi registrada novamente na Alemanha Ocidental, em 1949, inicialmente para fornecer autopeças e em seguida para fabricar a motocicleta RT125 e a van F800 Schnellaster. Essa van utilizava o mesmo motor do último modelo do F8 produzido antes da Segunda Grande Guerra. O primeiro automóvel de passageiros foi o F89, idealizado com o motor de dois tempos, com dois cilindros, do F8 e a carroceria do prototipo do F9. O F89 foi produzido até 1953, quando foi lançado o F91, equipado com o motor de dois tempos e três cilindros. Entre 1953 e 1956 e entre 1956 e 1959 foram produzidos respectivamente o F91 e o F93, equipados com motor de dois tempos, três cilindros, com 900cc e respectivamente 34 hp e 38 hp. Esse modelo de motor tinha sistema de ignição com três bobinas e três velas, uma para cada cilindro, e sistema de refrigeração por convecção livre, sem bomba de água, assistido por um ventilador montado sobre a tampa do bloco do motor. Esse mesmo modelo foi utilizado nos automóveis brasileiros produzidos pelaVemag, com capacidades de 900cc e posteriormente de 1.000cc.

Em 1959 entrou em produção o F94, também denominado como Auto Union 1000, ou AU1000. Esse automóvel tinha motor de dois tempos, com três cilindros, com 1.000cc, com as opções de 44 hp ou a versao S com 50 hp. Durante a produção desse modelo a fábrica da DKW passou de Dusseldorf paraIngolstadt, onde a Audi já tinha sua linha de produção. Desde 1957, os modelos da DKW ofereciam como opcional um sistema de embreagem semi automático denominado como Saxomat e em seu tempo constituíam os únicos modelos de pequeno porte com essa possibilidade. O último modelo do AU1000, o AU1000S, também oferecia freios a disco como opcional.
Uma perua derivada da família F91 foi montada no Brasil pela Vemag no final dos anos 50 e, entre 1958 e 1967, um sedã e uma perua derivados da família F94 foram fabricados pela Vemag com crescente índice de nacionalização. No último ano, quando a Volkswagen já era proprietária da empresa, juntamente com uma reestilização efetuada apenas no Brasil, os automóveis tinham praticamente a totalidade de suas peças produzidas no país. O AU1000S, um cupê de duas portas, tinha párabrisas maior com desenho envolvente, diferente do AU1000. As extremidades inferiores do párabrisas se projetavam para trás, alterando o desenho das portas e o tamanho das ventarolas, e permitindo melhor visibilidade ao motorista.

Entre 1956 e 1958 foi produzido um automóvel esportivo com carroceria de fiberglass sobre chassis e mecânica da DKW denominado inicialmente como Solitude. Foram produzidos entre 230 e 240 unidades no total e atualmente os exemplares remanescentes são muito disputados por colecionadores. Pelo sucesso obtido e pelos recordes estabelecidos principalmente na pista de Monza, na Itália, acabou ficando conhecido como DKW Monza. Entre os recordes estão o de desenvolver 140,961 km/h de velocidade média ao longo de 48 horas, o de desenvolver 139,459 km/h de velocidade média ao longo de 72 horas e o de percorrer 10.000 km com a velocidade média de 139,453 km/h. Entre 1957 e 1964 foi produzido um automóvel com forte apelo esportivo e baseado no Ford Thunderbird americano, o AU1000Sp, inicialmente como cupê e a partir de 1962 também como conversível. O AU1000Sp tinha o mesmo motor e os opcionais do AU1000, além de um sistema de lubrificação automática do motor de dois tempos. Esse sistema, denominado como Lubrimat e que também foi incluído nos automóveis brasileiros produzidos pela Vemag a partir de 1964, era acionado através de uma correia diretamente pelo eixo de manivelas do motor e injetava óleo lubrificante na medida adequada no carburador. Uma família de automóveis de passeio que fez muito sucesso foi a do DKW Júnior e de seu sucessor, o DKW F12, produzida entre 1959 e 1965. O modelo básico, o Júnior, foi comercializado entre 1959 e 1961. Depois veio o Júnior de Luxe, com alguns melhoramentos, comercializado entre1961 e 1963. O F11 e o F12 eram um pouco maiores e eram equipados com um motor com maior potência e foram produzidos entre 1963 e 1965, acompanhados a partir de 1964 pelo F12 Roadster. Esses modelos foram produzidos em quantidade razoável, vendidos dentro e fora da Alemanha e chegaram a ser montados em uma fábrica da Irlanda. Essa montadora foi a única fábrica da DKW fora da Alemanha na Europa. O AU1000 foi substituído pelo F102, em 1964, que foi produzido até 1966 e foi o último automóvel produzido pela DKW e o último com motor de dois tempos. O F102 tinha uma concepção diferente dos modelos anteriores e era bastante refinado em uma época em que o motor de dois tempos tinha sua popularidade em decadência. O modelo vendeu menos do que o esperado e serviu como ponto de partida para a transição concretizada pela Volkswagen, a nova proprietária da empresa. A DKW saiu de cena e a Auto Union se transformou em Audi, e o F102 recebeu um motor de quatro tempos e se transformou no prototipo F103, que deu origem aos modernos automóveis da Audi.

Os motores de dois tempos apresentam bom potencial esportivo e vários carros da DKW equipados com o motor de três cilindros venceram muitos rallies e grandes prêmios durante os anos 50 e o início dos anos 60. No Brasil, durante muitos anos nessa época a equipe de corridas da Vemag, que fabricava sob licença os automóveis da DKW, era a equipe a ser vencida. A van F800 foi produzida entre 1949 e 1962 e tinha várias inovações para sua época, além do motor frontal e da tração frontal, mas tinha um motor realmente muito fraco para o que ela se propunha. No início, o motor tinha 700cc e apenas 20 hp e, em 1952, passou para 22 hp. Depois, em 1955, recebeu o motor de 900cc com três cilindros, que rendia 32 hp.

O Munga, um veículo para todo tipo de terreno, foi produzido entre outubro de 1956 e dezembro de 1968. O nome Munga, aliás, vem da expressão em alemão "Mehrzweck UNiversal Geländewagen mit Allradantrieb", que significa "veículo de uso universal para todo tipo de terreno com tração nas quatro rodas". O Munga fez muito sucesso em aplicações militares, tendo sido adotado por várias forças armadas da OTAN, a Organização Tratado do Atlântico Norte, em aplicações civis, em atividades no campo e em florestas. Foram produzidas cerca de 46.750 unidades. Alguns modelos DKW foram produzidos pela Vemag no Brasil. Inicialmente, a Vemag montava uma camioneta derivada da F91 e, em seguida, passou a fabricar sob licença um sedã e uma camioneta baseados na família F94. O sedã era denominado inicialmente como "Grande DKW-Vemag" e a partir de 1961 passou a ser conhecido como Belcar. A camioneta era conhecida como "Camioneta DKW-Vemag" ou "Perua DKW-Vemag" e a partir de 1961 passou a ser conhecida como Vemaguet, que teve duas versões populares: a Caiçara e a Pracinha, financiadas pela Caixa Econômica Federal. Também foi lançado no Brasil uma versão do jipe Munga, denominado como Candango, e um cupê idealizado pelos Fissore, da Itália. O motor de dois tempos e três cilindros em linha da DKW também foi utilizado na produção dos modelos esportivos Malzoni e Puma GT DKWe no protótipo Carcará. Efetivamente o segundo automóvel de fabricação brasileira (o primeiro, lançado em 5 de setembro de 1956 foi o Romi Isetta), o DKW-Vemag obteve, no entanto, o primeiro certificado de aprovação de produção expedido pelo GEIA, o Grupo Executivo da Indústria Automobilística, órgão executivo criado pelo governo Juscelino Kubitschek para estimular a produção automobilística no Brasil. Este certificado garantiu à Vemag incentivos para a produção dos veículos DKW no País e o fato da Romi Isetta ter apenas uma porta foi decisivo para sua obtenção.
Curiosidade: A fusão da DKW foi a que formou a Consecionária mais conhecida hoje em dia como Audi.

DKW Vemag Puma


Puma DKW ou Puma GT DKW é um automóvel esportivo brasileiro produzido em 1967, idealizado a partir de mudanças principalmente estéticas na versão de passeio do Malzoni GT, produzido com chassis e mecânica DKW (representada no Brasil pela Vemag) e carroceria em fiberglass. Estima-se que tenham sido produzidos aproximadamente 135 exemplares.
Em sua época era denominado como Puma GT. Com a aquisição da Vemag pela Volkswagen e o fim da linha de produção de chassis e mecânica DKW, o Puma GT foi remodelado e recebeu mecânica Volkswagen, mas ainda era denominado como Puma GT. Com o tempo, o Puma GT com mecânica DKW passou a ser conhecido apenas como Puma DKW, enquanto seu sucessor recebia a alcunha de "Puma GT P2", de "projeto 2". Em 1964 estréia o Malzoni GT nas pistas de corrida.
Em 1966 é idealizado o Puma DKW, a partir de melhorias estéticas no Malzoni GT.
Em 1967 são produzidos 135 exemplares.
Em 1968 é idealizado o Puma GT P2, com mecânica Volkswagen, já que a Vemag fora adquirida pela Volkswagen e teve suas atividades encerradas. DKW-Vemag S, o motor do Fissore;
ciclo de dois tempos, três cilindros em linha com 74mm de diâmetro e 76mm de curso, volume de 981 cm³ (1000cc), taxa de compressão de 8:1, potência de 60CV SAE a 4500rpm, torque de 9 kg.m a 2500rpm, com carburador Brosol 40 CIB descendente, sistema Lubrimat para lubrificação automática(com uma polia dupla aclopada ao alternador).
Umas das características desse motor, é possuir 7 peças móveis, sendo elas 3 pistões, 3 bielas e 1 virabrequim e não utilizar bomba d'água(é utilizado sifão).
Câmbio com quatro marchas à frente, sincronizadas, e uma à ré, com comando no assoalho, com embreagem de um único disco seco. As relações de redução são 3,82; 2,22; 1,31 e 0,91 para 1. O diferencial tem proporção de 4,38 para 1. A roda livre é idêntica a dos veículos da Vemag, mas é permanente, por se tratar de veículo esportivo. Chassis idêntico ao dos veículos da Vemag, sendo entretanto encurtado para proporcionar menor distância entre eixos, com suspensão por molas transversais semi elípticas com separadores de polietileno e amortecedores.
Direção por pinhão e cremalheira, com relação de 19,2 para 1.
Freios a tambor, com freios dianteiros a disco opcionais. A área de frenagem ativa nos freios de serviço é de 715 cm². Rodas de 5,5 polegadas e pneus Pirelli 560x15 Spalla. Entre eixos, 2,22m;
bitola dianteira, 1,29m; bitola traseira, 1,35m;
altura livre do solo, 17 cm;
peso em condições de marcha, 800 kg;
comprimento total, 3,85m; largura máxima, 1,6m; altura, 1,2m. Velocidade máxima estimada em 145 km/h;
velocidade máxima obtida no teste pela Revista Quatro Rodas: 142,86 km/h;
aceleração de 0 a 100 km/h estimada em aproximadamente 19s;
consumo de combustível à velocidade média de 100 km/h: 7 km/l. 

DKW Vemag Candango


Candango é um automóvel brasileiro produzido pela Vemag, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1963. Foram produzidas 5607 unidades, mas algumas fontes falam em 7868 unidades  ou em 4400 unidades.
O nome foi dado em homenagem aos operários que participaram da construção de Brasília, inaugurada em 1960, chamados de candangos.
Era derivado do off road alemão Munga, que fora produzido entre outubro de 1956 e dezembro de 1968. O nome Munga foi criado a partir da expressão em alemão: "Mehrzweck UNiversal Geländewagen mit Allradantrieb", que significa "automóvel de uso universal para qualquer terreno com tração nas quatro rodas".
O Munga foi vendido para a polícia alemã e para as forças armadas de vários países integrantes da OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, além de ter feito sucesso em aplicações ligadas à agricultura e a todo tipo de atividade que exigisse movimentação em estradas de baixa qualidade. O mesmo sucesso foi esperado no Brasil, mas a produção do Candango foi prematuramente encerrada devido principalmente à falta de interesse por parte dos militares. Ao total, foram produzidos cerca de 46.750 exemplares do Munga. Em outubro de 1956 é iniciada a produção do DKW Munga na fábrica da Auto Union em Ingolstadt, na Alemanha.
Em 1957 o Munga é oficialmente lançado no 38th International Motor Show, em Frankfurt.
Em 1958 são apresentados o sedã (o "Grande DKW Vemag"), a camioneta (a "perua DKW"), derivados do F-94 alemão, e o jipe Candango, derivado do jipe alemão Munga, com grande índice de nacionalização. Esses modelos eram equipados com o motor de 900 cm³. A partir de 1959 passam a ser equipados com o motor de 1000 cm³.
Em 1961 o "Grande DKW-Vemag" e a "Perua DKW-Vemag" passam a ser denominados como Belcar e Vemaguet.
Em 1963 a produção do Candango é encerrada, principalmente porque os militares não demonstraram interesse em sua aquisição.
Em setembro de 1967, a Volkswagen do Brasil adquire a Vemag prometendo não encerrar a produção de seus veículos. Em dezembro, entretanto, seguindo uma tendência mundial de retirada do motor dois tempos do mercado, a linha de produção é encerrada.
Em dezembro de 1968 é encerrada a produção do Munga, após o fornecimento de cerca de 46.750 unidades. O Candango, uma cópia sob licença do Munga 4 alemão, que aparece na foto à esquerda, foi comercializado noBrasil com poucas variações basicamente em dois modelos: o Candango 4 e o Candango 2. A diferença está na quantidade de rodas tracionadas pelo motor. O Candango 4 tinha tração nas quatro rodas, enquanto o Candango 2tinha tração apenas nas duas rodas dianteiras.
Como o Candango 4 tinha tração permanente e apresentava um desempenho inferior ao dos seus concorrentes no asfalto, a Vemag teve que acompanhar as necessidades de seus compradores e oferecer também um modelo com tração em apenas duas rodas. Muitos proprietários que utilizavam o Candango predominantemente no asfalto, retiravam o eixo cardã para deixar o utilitário "mais solto". No Candango 4 o freio de estacionamento está localizado ao lado direito do motorista, entre os dois bancos dianteiros, e aciona um pequeno tambor na entrada do diferencial traseiro, imobilizando portanto o eixo cardã. No Candango 2 o freio de estacionamento foi deslocado para o lado esquerdo do motorista e aciona, por meio de cabos, os freios traseiros.  O "Candango 2", possuia um desempenho bastante satisfatório no asfalto, comportando-se como um carro de passeio. (contribuição Allan Wagner Breder). um modelo para uso na cidade e no litoral em atividades de lazer, fornecida apenas na cor azul claro, com rodas com aro 15, sem portas enm capota. A Vemag não produzia a capota de aço e entregava o Candango com uma capota de lona. As capotas de aço eram produzidas em diferentes modelos por empresas independentes. O Parabrisa do carro era rebatível e o sistema de partida era feito por meio de chave de ignição e interruptor (botão no pianel). - Contribuição Allan Wagner Breder. 

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