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Maserati GranCabrio

Se o dono de um Maserati GranCabrio recebesse cachê por cada pescoço virado na rua, em pouco tempo ele recuperaria o investimento feito na compra. E olha que esse Maserati não custa pouco. Ele está à venda no Brasil, desde julho, por 880 000 reais. Mas basta uma volta com o GranCabrio para vivenciar o poder de fazer amigos e impressionar pessoas. Pelo menos no trânsito. Da enorme grade dianteira, com o tridente de Netuno no centro, às quatro saídas de escapamento na traseira, uma visão mítica. A imponência dos 4,88 metros de comprimento da carroceria, na cor Bianco Eldorado, com o teto Marron Burgundy, e as indiscretas rodas Trident aro 20 reforçam ainda mais sua presença.
Com design assinado pelo estúdio Pininfarina, visto de lado, o GranCabrio tem uma linha tênue que desenha o para-lama traseiro e termina na tampa do porta-malas em forma de rabeta, que o deixa com um perfil clássico e esportivo. Por dentro, o que mais se destaca é o friso horizontal de madeira que divide o painel ao meio. O relógio oval no centro, entre as saídas de ar, é tão tradicional quanto o tridente. Pena que seja um modelo comum, com ponteiros de plástico – concorrentes como Bentley Continental GT e Spyker C8 ostentam relógios suíços. O primeiro traz um Breitling, o segundo, um Chronoswiss.
Também a mistura de cores no painel não esbanja refinamento. Explico: os mostradores são iluminados por luz de cor verde, enquanto o relógio e a tela, no console, têm coloração azul. Bem, esses são os únicos deslizes na cabine ornamentada com belos bancos de couro da grife Poltrona Frau, frisos de madeira natural e peças de alumínio maciço. A central multimídia tem 30 GB de memória, capaz de armazenar cerca de 180 horas de música. O sistema de som é da Bose e conta com 12 alto-falantes.
O GranCabrio é o primeiro cabriolet de quatro lugares da Maserati. A marca já produziu conversíveis legendários, mas sempre com dois lugares, como o Ghibli 1967, ou no máximo 2+2, como o 3500 GT 1960. Desenvolvido sobre a plataforma do sedã Quattroporte, assim como sua versão cupê, o GranCabrio tem 2,94 metros de entre-eixos, o que permite acomodar quatro pessoas com conforto (desde que de estatura mediana).

Cortesia elétrica
Para o motorista, a melhor posição de dirigir não é tão simples de achar como num Porsche. Mas, com todos os ajustes elétricos – inclusive os de altura e de profundidade do volante –, a tarefa de se acomodar fica mais fácil. Quem viaja atrás tem o acesso facilitado pelo deslocamento elétrico dos bancos dianteiros, além de assentos individuais em posição de auditório, que permitem visualizar a estrada à frente e ainda proporcionar mais conforto para as pernas.
Abrir o teto não requer prática nem habilidade: basta apertar e ficar segurando o botão no console. A operação dura 28 segundos e pode ser feita a até 30 km/h. Com o teto aberto, é possível dosar a quantidade de ar que invade a cabine abrindo ou fechando os vidros e, no caso de haver apenas duas pessoas a bordo, com a instalação de uma tela logo atrás dos bancos dianteiros. Segundo a fábrica, esse anteparo (Windstop) diminui a turbulência do ar dentro da cabine em cerca de 50%.
Como todo Maserati de rua (a fábrica nasceu nas pistas de corrida), o GranCabrio é um modelo luxuoso e confortável, mas que leva a sério desempenho e esportividade. Nos primeiros metros ao volante, percebo como o Maserati é silencioso e roda macio em nossas ruas. A capota composta por três camadas de materiais parece mais eficiente que o teto rígido, no caso do isolamento acústico. O motor tem um ronco encorpado, mas baixo. E as marchas são trocadas de modo tão suave que, se você estiver conversando com o passageiro, talvez nem perceba as mudanças. O único sinal de que se está no comando de um carro com alma de superesportivo é o volante pequeno (37,5 cm) e de peso bem acima da média para um carro de luxo.
Se quiser adrenalina, pode contar com o ânimo do motor V8 4.7. São 440 cv de potência a 7 000 rpm e 50 mkgf de torque a 4750 rpm (com 82% do torque chegando nas 2500 rpm, segundo a fábrica). O câmbio, por sua vez, é automático adaptativo, com seis marchas. Assim que percebe a mudança de humor do motorista, ele altera sua programação. Mas você nem precisa esperar por isso, uma vez que, optando pelo modo manual, as trocas podem ser feitas pelas borboletas atrás do volante. O câmbio faz as reduções e os avanços automaticamente, nos limites de giro, para o caso de o motorista se esquecer de mudar as marchas. A exceção é a quinta marcha, com licença eletrônica para ser esticada até o corte do motor.
Se seu negócio são as fortes emoções, aperte a tecla Sport no console, que altera todo o comportamento do carro. O câmbio passa a fazer as trocas em rotações mais altas (cerca de 500 rpm acima do normal). A suspensão fica mais firme, para limitar principalmente os movimentos da carroceria em curvas, frenagens e arrancadas. E o motor modifica seu ronco – há um sistema pneumático de válvulas no escapamento que, acima de 3000 rpm, altera o fluxo dos gases, elevando o nível sonoro produzido.
Sem o apoio do teto, a carroceria perde parte da rigidez estrutural original, mas a suspensão é competente e faz o carro andar grudado no chão. As estruturas, do tipo duplo A nos dois eixos, têm amortecedores adaptativos, com a maciez controlada pela central eletrônica. E contam com a ajuda dos pneus 245/35 ZR20 na frente e 285/35 ZR20 atrás. Contribui também o equilíbrio na divisão do peso entre os eixos – 49% na frente e 51% atrás. O chassi é feito de aço e alumínio, com o motor instalado na posição central-dianteira, junto com a transmissão, com tração traseira.
Segundo a Maserati, o GranCabrio faz de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e atinge 283 km/h, com a capota fechada. Aberta, cai para 274 km/h, em razão do aumento da resistência aerodinâmica. Segundo a fábrica, o consumo é de 4,2 km/l na cidade e de 9,6 km/l na estrada. Em nosso roteiro pelas ruas de São Paulo, incluindo paradas e manobras para as fotos, conseguimos a média de 6,5 km/l, no computador de bordo. Nada mau para um carro de 1980 kg. De acordo com a marca, o GranCabrio também se sai bem nas medições das emissões, atendendo à norma europeia Euro 5, que vale até 2011. Ou seja: ele chama atenção, mas sabe se comportar em público.

Veredicto
O GranCabrio é para quem quer um carro para curtir e dividir esse prazer com os amigos, em grande estilo. É luxuoso, confortável, tem desempenho de superesportivo e, o melhor, oferece lugar para quatro pessoas.

Maserati MC12

O Maserati MC12 é um automóvel superdeportivo produzido pela fabricante italiana Maserati durante os anos 2004 e 2005 para competir no Campeonato FIA GT, um campeonato de gran turismo organizado pela Federação Internacional do Automóvel. Em seu primeiro ano de produção fabricaram-se 30 unidades, das quais 5 não eram para a venda; ao ano seguinte, fabricaram-se 30 mais, resultando um total de 60 unidades produzidas em dois anos. Venderam-se 50 carros por 600.000 € a clientes selecionados. O MC12 usa o chassis do Ferrari Enzo, mas é maior em todas suas dimensões. Seu motor de gasolina é um V12 atmosférico de 6.0 litros de cilindrada, quatro válvulas por cilindro e 632 CV de potência máxima. A velocidade máxima do MC12 é de 330 km/h, contra os 350 km/h do Ferrari Enzo. O MC12 colocou a volta de Maserati à competição após 37 anos de ausência. A versão de rua foi produzida com a finalidade de poder homologar a versão de corridas, dado que um dos requisitos para a participação no campeonato FIA GT é a produção de, ao menos, 25 veículos de rua. Assim, três modelos GT1 do MC12 participaram no campeonato FIA GT obtendo bons resultados, entre eles um primeiro posto em 2004 na corrida de Zhuhai, China. Em 2005, os MC12 correram na American Le Mans Series, mas sofreram penalizações por exceder do tamanho máximo permitido. O desenho do Maserati MC12 foi criado enquanto a Maserati era propriedade da Ferrari, com a intenção de criar um veículo de corridas para a Maserati e que fosse apto para competir no campeonato FIA GT. O seu nome inicial foi MCC, siglas de Maserati Corse Competizione, tendo também sob a direção de Giorgio Ascanelli o nome alternativo de MCS. A forma da carroceria foi desenvolvida a partir de uma ideia de Giorgetto Giugiaro durante uma prova no túnel de vento, ainda que a ideia geral do desenho foi de Frank Stephenson. Essa primeira forma, seria muito similar à do MC12 final, apresentava várias diferenças relevantes respecto deste, sendo a mais notável o aileron traseiro. Andrea Bertolini foi o piloto de provas principal durante o desenvolvimento, ainda que parte do trabalho foi realizado por Michael Schumacher, provando freqüentemente o MCC no Circuito de Fiorano. Quando o MCC estava numa fase de desenvolvimento muito avançada, se deixou de denominar MCS e se anunciou o que seria seu nome definitivo MC12. O MC12 está baseado, em grande parte, no Ferrari Enzo, com o que compartilha o mesmo motor Ferrari Dino V12, com pequenas modificações. Também, utiliza a mesma mudança de marchas (sob o nome de Cambiocorsa), o mesmo chassis e, inclusive, a longitude do eixo entre rodas é a mesma. As diferenças estão na forma exterior, pois o MC12 é mais largo, mais longo e sensivelmente mais baixo. O parabrisas é o único elemento exterior visível que compartilha com o Ferrari Enzo. Ao ter uma longitude maior e um aileron traseiro de 2 metros, oferece uma força de sujeição superior. O MC12 é um cupé de duas portas com um teto semi-descapotável (targa), ainda que o teto separavel não se possa guardar no veículo. A distribuição meio-traseira (motor entre eixos, mas por trás da cabine) mantém o centro de gravidade no centro do veículo, o qual incrementa a estabilidade e melhora a passagem por curva. A distribuição de pesos permanente é 41% diante: 59% atrás; em marcha, no entanto, a força de atração procedente do aileron traseiro afeta à distribuição, fazendo que a 200 km/h (125 mph) a distribuição de pesos efetiva seja de 34% na frente: 66% atrás. Ainda que o automóvel foi desenhado como um veículo homologado e foi uma modificação de um veículo de carreiras, o interior se pensou para ser luxuoso: apresenta uma mistura de cubrimiento de fibra de carbono, pele azul e "Brightex" plateado, um material sintético que se encontrou "muito caro para a indústria da moda". Consola-a central representa o relógio analógico oval característico de Maserati e o botão de ignição é azul. Este interior foi criticado por sua falta de rádio, estéreo ou de um lugar para instalar posteriormente um sistema de som. Contribui como sistema de segurança duas airbags frontais. A carrocería do veículo, realizada completamente em fibra de carbono, foi submetida a múltiplas provas no túnel de vento para conseguir a máxima força de atração em todas as superfícies. O resultado foi um alerón trasero de dois metros de largo (79 pulgadas), mas de só 30 mm de grosor (1,2 pulgadas); a parte inferior do veículo é lisa e o parachoques trasero dispõe de difusoré para melhorar a força descendente e o agarre. O ar é aspirado dentro do compartimento do motor através de uma imprensa de ar que o enfría para melhorar a combustión; sua posição na parte superior da cabine faz que o veículo seja mais alto que o Ferrari Enzo. O exterior só está disponível numa combinação de alvo e azul, uma homenagem à equipa de carreiras de America Camoradi que pilotou o Maserati Tipo Birdcages a princípios dos anos 1960. O veículo foi criticado por seu tamanho: muito longo e mais largo que um Hummer H2. Isto, combinado com a falta de uma luneta trasera, complica no MC12 a manobra de estacionamento. O MC12 tem um motor V12 derivado do Ferrari Enzo de 232 kg (511 lb), seis litros (5.998 cc 366 cu in), montado a 65°. A cada cilindro tem quatro válvulas, lubricadas por um sistema de cárter seco e com uma relação de compressão de 11.2:1. Tudo isto combinado proporciona um par motor máximo de 652 Nm (481 lbf·ft) a 5.500 rpm e uma potência máxima de 465 Kw (632 PS / 621 CV) a 7.500 rpm. A linha vermelha das revoluções está em 7.500, apesar de ser seguro chegar até 7.700 (o Ferrari Enzo tem a linha vermelha nas 8.200 revoluções). O Maserati MC12 pode acelerar de 0 a 100 km/h (62 mph) em 3,8 segundos (ainda que numa prova da revista Motor Trend conseguiu-se em 3,7 segundos) e chegar a 200 km/h (125 mph) em 9,9 segundos. O MC12 pode completar o quarto de milha começando parado em 11,3 segundos com uma velocidade final de 200 km/h (125 mph) ou um quilômetro em 20,1 segundos. A velocidade máxima do Maserati MC12 é de 330 km/h (205 mph). A potência é transmitida às rodas por uma transmissão semiautomática de seis velocidades montada na parte trasera. Como já se disse, a caixa de mudanças é a mesma que a do Ferrari Enzo, modificada para ter uma relação de marchas diferente e com o novo nome de "Maserati Cambiocorsa". Proporciona um tempo de mudança de 150 milisegundos. É mecânica com embraiagem de duas platos de 215 milímetros (8,5 pulgadas). O chassis do MC12 é um monocasco fabricado com carbono e nomex, com um sub-chasis de aluminio diante e detrás. Está dotado de uma barra estabilizadora para proveerlo a mais fortaleza, comodidade e segurança. A suspensão de duplo braço com uma barra de empurre com berços proporciona estabilidade e os amortiguadoré buscam suavizar as sensações dos passageiros durante a viagem. Durante a marcha, e pressionado um botão que estende a suspensão frontal, a parte delantera do veículo se pode levantar para os baches e montículos. Há dois modos para o chassis, que podem se selecionar também desde um botão na cabine chamado Sport (para o chasis esportivo), a configuración por defeito, e Race (chassis de corrida), caracterizado por uma menor regulação do controle de tração antideslizamiento do sistema Bosch ASR, mudanças mais rápidas e suspensões mais rígidas. O MC12 usa rodas de liga leve de 480 milímetros (19 polegadas) com uma largura de 230 milímetros (9 polegadas) na parte dianteira e 330 milímetros (13 polegadas) na parte traseira. Os pneu são Pirelli P Zero Corsas, com os códigos de 245/35 ZR 19 para os anteriores e 345/35 ZR 19 para os traseiros. Os freios são de disco, da marca Brembo, com sistema de antibloqueo (ABS) da Bosch com distribuição eletrônica de freado (EBD). Os freios anteriores têm um diámetro de 380 milímetros (15 polegadas), com calipers de seis pistões, e os freios traseiros têm um diámetro de 335 milímetros (13,2 polegadas), com mordazas de quatro pistones. As porcas de bloqueio das rodas, que sujeitam estas ao chassís, tem um código de cores: vermelho na esquerda do veículo, azul na direita.

Maserati

Maserati é uma tradicional fabricante de superesportivos italiana fundada em 01 de dezembro de 1914, em Bologna, pelos irmãos Maserati - Ettore e Ernesto - com o objetivo de desenvolver carros, e especialmente motores, além de produzir velas de ignição. O logotipo do tridente que identifica os carros Maserati até hoje, foi desenhado por Mario, o único artista dos quatro irmãos, inspirado na estátua de Netuno de Giambologna, localizada numa das praças mais importantes de Bologna. Em 1997, a Ferrari comprou 50% da Maserati e assumiu seu controle operacional. Teve início a renovação da fábrica, sob o comando de Luca di Montezemolo, de onde saíram o Quattroporte Evoluzione, uma nova versão do sedã de luxo Quattroporte, e o 3200 GT Coupé, o primeiro produto da Maserati em sua nova fase. Em 1999 a Ferrari SpA assume totalmente o comando da Maserati e parte para uma revolucionária inovação da Fábrica, não só em termos operacionais, tais como: prédios, departamentos, maquinários, tecnologia, infra estrutura, mas também em termos pessoais, buscando formar uma equipe motivada de profissionais altamente competentes, investindo em tecnologia, engenharia, design, marketing, vendas, pós vendas e principalmente: inovando seus produtos.
O primeiro passo foi consolidar a marca e os produtos Maserati nos mercados europeu, asiático e latino americano, onde iniciou um árduo trabalho de reposicionamento da marca, que mesmo sendo tradicional, havia caído no esquecimento ou senão, havia se desgastado com o tempo devido aos períodos conturbados de sua história.
Vencida esta primeira batalha no ano de 2000, a Maserati partiu para a conquista do mercado Norte americano, um desafio emocionante, visto que a marca havia se retirado deste potencial mercado há cerca de dez anos. Sob o comando e experiência de Luca di Montezemolo, então Presidente do Grupo unificado, a Maserati inicia a retomada do mercado dos EUA fazendo uma verdadeira revolução em seus conceitos: a construção da Maserati North America, com novo posicionamento da marca, jovialidade da equipe, altos investimentos em marketing comunicação, tecnologia, design e releitura dos seus produtos, especialmente voltados para atingir em cheio o alvo e sob medida para o exigente consumidor norte-americano.
Desse desafio nascem da Fábrica de Modena, dois novos modelos absolutamente exuberantes e graças à este mesmo desafio, o mundo dos esportivos de luxo é brindado com as novas Maserati Spyder, conversível e Coupè, com motor em alumínio e câmbio tipo F1, trazendo toda tecnologia e know how da Ferrari de F1 ao conforto luxuoso das novas máquinas.
Em 2004 foi apresentada a Nova Quattroporte versão V, desenhada por Pininfarina, a que se seguiu em 2007, também com a colaboração da Pininfarina, a Granturismo.

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